A Justiça determinou a retirada do monitoramento eletrônico de mais quatro investigados em um esquema de corrupção que atuou na Prefeitura de Sidrolândia. A decisão beneficia empresários e ex-servidores municipais envolvidos na Operação Tromper, que apura desvios milionários em contratos públicos.
Foram liberados do uso de tornozeleira eletrônica o empresário Ricardo Rocamora, o ex-chefe do setor de licitações Marcus Vinícius Rossetini Andrade Costa, a ex-pregoeira Ana Cláudia Alves Flores e o empresário Thiago Rodrigues Alves. Segundo a decisão, “as medidas cautelares podem ser revistas diante da evolução do processo”, mas parte das obrigações foi mantida.
O juiz Bruce Henrique dos Santos Bueno Silva determinou que três dos réus continuem comparecendo mensalmente ao Fórum. No caso de Rossetini, a Justiça restabeleceu uma medida cautelar e alterou o horário do recolhimento noturno, que passa a iniciar à meia-noite. Ele atualmente trabalha em um supermercado na região central de Campo Grande.
O esquema foi revelado pela Operação Tromper, deflagrada em 2023 pelo Gaeco, e envolve fraudes em licitações, uso de notas fiscais frias e pagamento de propinas que variavam entre “10% e 30% dos contratos”, conforme as investigações. O grupo teria atuado em diversos setores da prefeitura, com contratos que somam cerca de R$ 15 milhões. O ex-secretário de Fazenda e ex-vereador Claudinho Serra, apontado como líder do esquema, responde como réu e já chegou a ser preso mais de uma vez, mas atualmente responde ao processo em liberdade.
